domingo, 23 de novembro de 2008

Carta aos cristãos pelos 491 anos da Reforma Protestante


Escrevo-vos, meus amados irmãos, para fazer lembrá-los da nossa obrigação com Cristo e com a sua fiel palavra. Na verdade quero dizer que a Reforma Protestante não está morta, primeiro porque a teologia reformada não é anacrônica, isto é, não entrou em desuso, pois a Palavra de Deus não envelhece, antes, se renova. Segundo porque se Martinho Lutero, Jonh Knox e João Calvino estivessem entre nós, hoje, teriam muito mais trabalho do que tiveram no século XVI. Hoje os reformadores não lutariam sé contra as práticas da igreja católica, mas contra as igrejas ditas protestantes – ou evangélicas, como elas auto se intitulam -, que claramente não só traíram a Reforma, como também à Cristo. Refiro-me as igrejas pentecostais e neo-pentecostais, que com raras excessões são continuadoras da “teologia das indulgências”, compram e vendem o “Reino dos Céus”, alugam o cristianismo, fazem da Casa de Deus shopping com “departamentos de bênçãos”. Segunda: “dia da vitória”, sexta: “dia da libertação”. Negam a justificação pela fé, fazem da salvação e outras bênçãos merecimento. Meus irmãos entendam-me, não prego que esses, que fazem parte dessas denominações, sejam considerados culpados por pertencerem a esses grupos religiosos, chamo-vos a enfrentarem os seus líderes com a Palavra de Deus e a ensinarem os seus adeptos, também com a Palavra de Deus, a voltarem ao santo Evangelho. Saibam que se manifestar a esse respeito é um serviço a Deus, que é bendito para todo o sempre.

Sem mais, graça e paz da parte de Deus!

Ezequiel Carvalho

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