
A comissão EDUCAÇÃO (risos) do Senado aprovou o projeto de lei 188/07 de autoria do sen. Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e de relatoria da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) que limita a concessão da meia-entrada a 40% do total dos ingressos disponíveis para cada evento.
Isso representa um retrocesso significativo nas participações culturais brasileiras. Já não bastam as exibições do cinema brasileiro com salas quase que vazias. Agora os ociosos senadores dessa nossa querida República decidiram limitar o acesso de estudantes aos eventos culturais.
Tal resolução não tem nenhum sentido, ou tem? Alguém poderá dizer que estou reclamando por ser estudante. Poder até ser, mas no Brasil é assim: todos por si e o senado (na sua grande maioria) pelos mais ricos. O único sentido dessa resolução é fazer favores a essa indústria da cultura e espetáculo que mesmo no buraco ainda é inflexível.
O que se resolve proibindo os estudantes de um direito conquistado com muito esforço? Limitar a 40% a quantidade de ingressos destinados aos estudantes acabaria com a indústria de carteiras falsas? Por que não pensaram em excluir a MP editada em 2001 que retirava a exclusividade da União Brasileira dos Estudantes (UNE) e da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundários) na emissão de carteiras de estudante. Ah! Para acabar com os DVDs piritas basta, apenas, proibir a compra de aparelhos de DVD, não é? Não. Isso que tão tentando nos empurrar é uma afronta a nós estudantes.
Ah! Como seria bom se tomássemos vergonha na cara e nunca mais votássemos em pessoas como essas. As carteiras falsas não iriam acabar, mas pelo menos não teríamos de ver essas pessoas mais na casa da democracia.

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